Num universo de
400 mil habitantes, o Algarve tem 66 mil imigrantes, 16 mil
da União Europeia e 50 mil oriundos de países terceiros,
revelou o director regional do Serviço de Estrangeiros e
Fronteiras (SEF).
No âmbito do
seminário “A inclusão social como factor de
sustentabilidade”, que decorreu em Faro, nas instalações
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do
Algarve (CCDRA), o director do SEF José Van Der Kellen
referiu que, ao contrário do resto do País, a região do
Algarve ainda consegue absorver imigrantes.
“O Algarve está em contra ciclo face ao resto de Portugal,
visto que ainda está a ter absorção de emprego quer junto
do sector do turismo, quer na construção civil”, disse José
Van Der Kellen, referindo que os brasileiros são os
cidadãos que mais continuam a chegar à região. O
Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas
(ACIME), Rui Marques, admitiu, por seu turno, que
actualmente os fluxos migratórios estão diminuir em
Portugal, especificamente de cidadãos do Leste europeu, mas
salientou que a vinda de imigrantes para Portugal foi
“positiva”.
Segundo o responsável, a crise económica e a taxa de
desemprego que se regista no País são as principais causas
da diminuição da imigração nos últimos anos. O responsável
pela ACIME afirmou ainda, em Faro, que os imigrantes que
entraram em Portugal contribuem anualmente com 300 milhões
de euros para as contas do Estado Português.
No seminário “A inclusão social como factor de
sustentabilidade”, foi ainda anunciado o projecto “SIDS
Algarve”, coordenado pela Universidade do Algarve e
co-financiado pelo Proalgarve, que visa criar um sistema de
indicadores de desenvolvimento sustentável, integrando as
vertentes ambiental, económica, social e institucional.